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Moda plus size ganha espaço e proporciona mudanças nas passarelas

  • florarevista
  • 11 de nov. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 28 de nov. de 2022

A sociedade sempre teve o corpo magro como modelo padrão, mas agora se vê confrontada pela moda plus size. Qual será o corpo da moda?

Por Larissa Aguiar.


imagem: divulgação

O termo inglês plus size, de origem estadunidense, significa “mais” (de “plus”) e “tamanho” (de “size”). Na indústria da moda entende-se por plus size toda roupa acima da numeração 48.

Mesmo com a notoriedade dos discursos de aceitação e diversidades, ainda é longo o processo para quebrar o preconceito contra pessoas gordas. Um resultado lançado da Pesquisa Mapeamento da Gordofobia no Brasil, aponta que 95% dos brasileiros gordos já sofreram gordofobia.


São muitos os questionamentos sobre a falta do corpo gordo nas passarelas. Hoje consegue-se ver algumas modelos plus size nas listas de grandes marcas, como Dior, Fendi, Chanel e Balenciaga etc., entretanto, ainda são bem poucas. É assustadora a falta de representatividade nas passarelas. O portal InStyle fez uma pesquisa, que dos 75 desfiles oficiais da New York Fashion Week, apenas 15 possuem uma etiqueta que vai acima do tamanho 50 (XXL).

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Algumas marcas atuais estão dando voz a esse tema, pensando na pluralidade de corpos, colocando mulheres reais em seus desfiles. Em entrevista com a CAPRICHO, Flávia Durante, fundadora da feira de moda plus size Pop Pluz, afirma: “Uma mudança efetiva só vai acontecer quando a gente tiver mais diversidade no comando das cadeias das direções dos grupos de moda. Pessoas que sintam a falta de representatividade na pele e que saiba lidar com isso de uma forma verdadeira e não só pelo marketing”.

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A modelo Karoline Santos recebeu recentemente o título de Musa Plus Size Beleza Negra Maranhão/Brasil e Internacional, após ser convidada para participar de um encontro, no Ceará, com mulheres de vários estados. “Essa foi uma oportunidade e um momento muito marcante, pois, estar em um lugar só com mulheres imponderadas, com histórias de vidas marcantes e com uma força imensa me deixou muito mais motivada e determinada a seguir esse caminho” disse.




Apesar do corpo gordo, ser protagonista dentro da moda, ser uma mudança muito lenta, a comunicação de massa tem dando espaço em suas redes cada vez mais, mostrando o poder que a mídia tem quando levanta pautas sobre representatividade. “É maravilhoso saber que hoje estamos nos jornais, em revistas e televisão como referência de certa forma” disse a Karoline Santos, em entrevista com FLORA.


A diversidade e inclusão é um caminho longo, mas não é impossível. Mesmo com pouco tempo como modelo, já é tempo suficiente para Karoline inspirar novas modelos. “Se aceitem, pois, somos lindas sim! Nosso corpo é retrato de nossa história, e nós atingimos o sucesso quando apresentamos com orgulho as cicatrizes que adquirimos ao longo de nosso trajeto. ”


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