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Existe espaço para o poliamor?

  • florarevista
  • 11 de nov. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 28 de nov. de 2022

Não apenas na vida de quem o busca ou é encontrado por ele, mas para a conversa e discussão dessa possibilidade?

Por João Eduardo


imagem: divulgação

Desde o início da geração Z, atualmente cotada a partir dos anos 90, foi percebida uma abertura social de várias pautas previamente pouco discutidas, desde assuntos ligados às minorias e suas batalhas, até novas formas de relações sociais, como relacionamento aberto, assexualidade e o poliamor. Novas ideias se destacam, como essas relações que se apresentam com mais leveza e mente aberta na sociedade como um todo, essa mesma sociedade que está apta a consumir e compreender as novas batalhas sociais a partir dos avanços culturais e tecnológicos, também está apta a consumir relações “modernizadas”, ou mesmo parar para entendê-las? Não é por uma facilitação de compreensão social que uma nova forma de relação é verdadeira e correta, mas por essa mesma compreensão podemos buscar um local para a discutirem-a.


Para essa conversa, fui atrás de pessoas que já viveram essas relações, algumas saíram traumatizadas, outras ainda buscam por isso, um menino me disse que viveu uma relação de dois anos considerada, para ele, “poliamorosa” ou “poliafetiva”, destacou que hoje em dia não busca mais relações que se pareçam com sua antiga. “Pensei que minha liberdade seria real apenas no dia que aceitasse o amor como algo imparável e conquistado todos os dias de qualquer um, mas notei como essa realidade apenas me deixava mais preso às minhas inseguranças e ao relacionamento que era tóxico de ambos os lados.”


Já uma amiga diz que é uma experiência que por mais estranha e complexa que possa parecer, merece ser vivida e compartilhada, ainda disse que esse tipo de relação pode funcionar para uma pessoa, mas para outra não. “O problema é acharem que a relação [poliamorosa] não possui regras, mas como qualquer outra relação é contrato, os dois vão falar seus limites e caso alguém passe deles, será traição”


Óbvio que a análise de gênero e como eles compreendem relações se aplica aqui, mas deixo isso para pessoas mais inteligentes que eu, quero falar sobre, quanto podemos nos questionar sobre o que já sabemos, com tantas revisões cognitivamente esdrúxulas hoje em dia, dá até medo opinar de forma diferente, mas talvez, só talvez, sobre isso, possamos.


Mas não é aqui que começa a grande revolução sobre como podemos conversar sobre o impronunciável. E se vocês querem a minha opinião sobre o poliamor: eu amo uma safadeza monogâmica e estou muito feliz e comprometido só com uma cônjuge. Mas não é todo mundo que pensa com eu, a questão diverge muito vinda da vivência de quem se pergunta, a opinião popular sobre esses tipos de relacionamentos pode variar de acordo com a bolha social que se aloca, o importante é criar um espaço onde esse assunto possa ser debatido sem preconceitos. Grandes portais já escrevem artigos destacando a importância dessa discussão no ambiente social antes de mim, como a Gazeta do Povo e a própria BBC:


Mas além de recentes, não são todos que aceitam que isso exista, como tantas outras coisas que não aceitaram antes disso. O que eu acho é que precisamos falar, muitos dizem que preferem ações que palavras, mas todos sabem que palavras tem poder, um povo capaz de se comunicar é um povo que consegue seguir para frente, a sociedade muda e abrange coisas novas todos os dias, talvez daqui 10 anos tenha sido só uma modinha da geração Z, ou talvez minha filha me explique o quão cafona eu sou. Para qualquer coisa acontecer, precisamos de mais BBCs e Gazetas falando por ai, principalmente você aí que morre de medo de ser corno, também.


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